O velório do ex-ministro Raul Belens Jungmann Pinto, que morreu no domingo (18) em Brasília, acontece nesta segunda-feira (19), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. A cerimônia, marcada para as 15h30 às 17h, será restrita a familiares e amigos próximos, atendendo a um desejo do próprio Jungmann.
O ex-ministro, que tinha 73 anos, lutava contra um câncer no pâncreas e estava internado no Hospital DF Star. Ele havia sido internado em novembro de 2025, recebeu alta em dezembro, voltou a ser internado próximo ao Natal e saiu após o Ano Novo. A última internação ocorreu no sábado (17).
Carreira ministerial
Natural do Recife (PE), Raul Jungmann ocupou quatro ministérios ao longo de sua trajetória política. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi ministro extraordinário de Política Fundiária (1996-1999) e ministro do Desenvolvimento Agrário (1999-2002).
No governo de Michel Temer, comandou o Ministério da Defesa (2016-2018) e, em fevereiro de 2018, tornou-se o primeiro ministro extraordinário da Segurança Pública do Brasil. Nesse cargo, coordenou operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados com crises na segurança pública.
Atuação parlamentar
Como deputado federal por Pernambuco, Jungmann foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, cumprindo dois mandatos consecutivos. Retornou à Câmara em 2015, quando se licenciou para assumir o Ministério da Defesa em 2016.
Durante sua atuação parlamentar, foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou esquema de corrupção na compra de ambulâncias. Também liderou a Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre a comercialização de armas de fogo.
Entre 2013 e 2015, exerceu mandato de vereador do Recife. Na oposição ao governo Dilma Rousseff, defendeu o impeachment da presidente.
Outros cargos
Jungmann foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) entre 1995 e 1996. Desde 2022, comandava o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), onde liderou agenda de transformação do setor mineral com base em princípios ESG.
Militante do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) na juventude, foi filiado ao MDB, depois ao PPS, partido no qual permaneceu por 26 anos até 2018.
Despedida
Em nota, o IBRAM afirmou que Jungmann “dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo”.
Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. A cremação também será realizada em cerimônia reservada.
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